Poluentes
Considera-se poluente qualquer substância presente no ar e que, pela sua concentração, possa torná-lo impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, causando inconveniente ao bem estar público, danos aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade.
Partículas Totais em Suspensão (PTS)
Podem ser definidas de maneira simplificada como aquelas cujo diâmetro aerodinâmico é menor que 50 µm. Uma parte destas partículas é inalável e pode causar problemas à saúde, outra parte pode afetar desfavoravelmente a qualidade de vida da população, interferindo nas condições estéticas do ambiente e prejudicando as atividades normais da comunidade.
Partículas Inaláveis (MP10)
Podem ser definidas de maneira simplificada como aquelas cujo diâmetro aerodinâmico é menor que 10 µm. As partículas inaláveis podem ainda ser classificadas como partículas inaláveis finas – MP2,5 (<2,5µm) e partículas inaláveis grossas (2,5 a 10µm). As partículas finas, devido ao seu tamanho diminuto, podem atingir os alvéolos pulmonares, já as grossas ficam retidas na parte superior do sistema respiratório.
Poluicão Sonora
O barulho constante pode causar dores de cabeça, cansaço e elevação da pressão arterial. Além disso, a pessoa pode ter distúrbio do sono, estresse, surdez, dor de cabeça, alergia, distúrbios digestivos, falta de concentração, aumento dos batimentos cardíacos, câncer e sérios problemas psiquiátricos.
De acordo com o médico otorrinolaringologista José Geraldo Pavan, as pessoas mais afetadas com o excesso de barulho são os profissionais que trabalham diariamente em ambientes onde a poluição sonora é mais evidente, como por exemplo, garçons, dançarinas, músicos, seguranças e operários. O médico orienta as pessoas a evitarem ficar próximas das caixas de som em boates e, por exemplo, quando forem a uma corrida de Fórmula 1, utilizarem protetores auditivos.
Além de prejudicar pessoas, o barulho intenso afeta plantas e animais. Em festivais de música eletrônica que duram dias, a fauna existente se afasta e demora algum tempo para retornar ao ambiente natural. Já com a flora existem plantas que demoram um certo tempo para desenvolver seu crescimento natural.
→ Carência de áreas verdes (parques, reservas florestais, áreas de lazer e recreação, etc.). Em decorrência de falta de áreas verdes agrava-se a poluição atmosférica, já que as plantas através da fotossíntese, contribuem para a renovação do oxigênio no ar. Além disso tal carência limita as oportunidades de lazer da população, o que faz com que muitas pessoas acabem passando seu tempo livre na frente da televisão, ou assistindo a jogos praticados por esportistas profissionais (ao invés de eles mesmos praticarem esportes).
→ Poluição visual, ocasionada pelo grande número de cartazes publicitários, pelos edifícios que escondem a paisagem natural, etc.
Na realidade, é nos grandes centros urbanos que o espaço construído pelo homem, a segunda natureza, alcança seu grau máximo. Quase tudo aí é artificial; e, quando é algo natural, sempre acaba apresentando variações, modificações provocadas pela ação humana. O próprio clima das metrópoles - o chamado clima urbano - constitui um exemplo disso. Nas grandes aglomerações urbanas normalmente faz mais calor e chove um pouco mais que nas áreas rurais vizinhas; além disso, nessas áreas são também mais comuns as enchentes após algumas chuvas. As elevações nos índices térmicos do ar são fáceis de entender: o asfaltamento das ruas e avenidas, as imensas massas de concreto, a carência de áreas verdes, a presença de grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera (que provoca o efeito estufa), o grande consumo de energia devido à queima de gasolina, óleo diesel querosene, carvão, etc., nas fábricas, residências e veículos são responsáveis pelo aumento de temperatura do ar. Já o aumento dos índices de pluviosidade se deve principalmente à grande quantidade de micropartículas (poeira, fuligem) no ar, que desempenham um papel de núcleos higroscópicos que facilitam a condensação do vapor de água da atmosfera. E as enchentes decorrem da dificuldade da água das chuvas de se infiltrar no subsolo, pois há muito asfalto e obras, o que compacta o solo e aumenta sua impermeabilização.
Todos esses fatores que provocam um aumento das médias térmicas nas metrópoles somados aos edifícios que barram ou dificultam a penetração dos ventos e à canalização das águas - fato que diminui o resfriamento provocado pela evaporação - conduzem à formação de uma ilha de calor nos grandes centros urbanos. De fato, uma grande cidade funciona quase como uma “ilha” térmica em relação às suas vizinhanças, onde as temperaturas são normalmente menores. Essa “ilha de calor” atinge o seu pico, o seu grau máximo, no centro da cidade.
A grande concentração de poluentes na atmosfera provoca também uma diminuição da irradiação solar que chega até a superfície. Esse fato, juntamente com a fraca intensidade dos ventos em certos períodos, dá origem às inversões térmicas.
O fenômeno da inversão térmica - comum, por exemplo, em São Paulo, sobretudo no inverno - consiste no seguinte: o ar situado próximo à superfície, que em condições normais é mais quente que o ar situado bem acima da superfície, torna-se mais frio que o das camadas atmosféricas elevadas. Como o ar frio é mais pesado que o ar quente, ele impede que o ar quente, localizado acima dele, desça. Assim, não se formam correntes de ar ascendentes na atmosfera. Os resíduos poluidores vão então se concentrando próximo da superfície, agravando os efeitos da poluição, tal como irritação nos olhos, nariz e garganta dos moradores desse local. As inversões térmicas são também provocadas pela penetração de uma frente fria, que sempre vem por baixo da frente quente. A frente pode ficar algum tempo estagnada no local, num equilíbrio momentâneo que pode durar horas ou até dias.
Poluicão na Vila Aguaraiba
Tem se tornado cada dia mais freqüente, volta e meia tem uma névoa espessa que torna os dias mais nublados pela denominada ‘poeira ruim’.
Muito apropriado para designar a mistura de poeira, e elementos químicos em suspensão que varre boa parte da Vila Anhanguera.
O maior canteiro de obras que na região está construindo simultaneamente 6 predios com 28 andares, pode provocar câncer, turbinado pela poluição.
Temos severos problemas com poluição do ar.
As construtoras poluem demais.
“No ar, pairam gases, poeira, e principalmente a substância formaldeído e seus derivados, usados na construção civil. “
“As partículas sólidas penetram irreversivelmente nos pulmões, conforme o estudo divulgado pelo Dr. Chen (especialista em poluição na China) e publicado no jornal estatal China Daily”.
Num movimento gigantesco de urbanização, cuja magnitude e velocidade não têm precedentes na história, para fazer a economia girar, os empreendimentos não pensam no bem estar dos vizinhos, que convivem com a obra, só que sem protetores auriculares, máscaras, e todos os tipos de seguranca.
O debate sobre o meio ambiente deveria ser mais aberto e cada vez mais freqüente.
Na redução da emissão de poluição e partículas nocivas, há descaso das autoridades locais.
No aspecto ambiental, a construção civil segue crescendo.
As vendas de imóveis ao comprador final subiram.
O impacto ambiental vem de tempos de industrialização.
O que impressiona o mundo é o impacto gerado pelo movimento de uma sociedade para poder crescer e sustentar-se, sem pensar na destruição do seu meio ambiente e no futuro de sua gerecão.
Pesquisa feita por Vivian Jablonski, no intuito de salvaguardar os direitos dos moradores da Vila Anhanguera.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
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